O hábito que encanta
Como adquirir o prazer da leitura desde cedo?
Tatiana Serra

Mexer com o imaginário, embalar o sono, ampliar o conhecimento, aguçar a curiosidade, incentivar a escrita e o senso crítico... São infinitas as possibilidades que a leitura proporciona, e tudo pode começar como uma brincadeira. Por que não?
Foi assim que o gosto pela literatura se deu na vida de Lygia Bojunga, uma das mais importantes escritoras brasileiras de livros infantis: "Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro", (como ela contou ao site Educar para Crescer).
Desde muito cedo, seja na barriga ou no colo da mãe, o bebê pode ouvir as histórias contadas pelos pais e são justamente esses momentos os primeiros responsáveis pelo interesse do indivíduo pela leitura.
Quando bem pequena, a criança se encanta pelos contos de fadas e é capaz de absorver o que lhe for oferecido. “Aos 3 anos, ela vive intensamente a magia e a fascinação das fadas. Nessa fase, conhecida como simbólica, de acordo com Jean Piaget (estudioso do desenvolvimento infantil), a criança imagina-se bruxa, fada, super-herói e acredita que luta contra dragões e lobos ferozes. Com 5, 6 anos, vem o aprendizado da leitura e da escrita; aí, então, abrem-se as portas da descoberta, e aquele que era apenas o ouvinte passa a ser também o locutor. A criança se vê diante do livro que ela mesma pode ler e detém o poder da escrita, podendo criar suas próprias histórias”, afirma a pedagoga e psicopedagoga Claudia Canavarro, que coordena o Centro Educacional Espaço Encantado, no Rio de Janeiro.
Ela lembra que, em casa ou na escola, vinda de uma família letrada ou não, a criança tem contato com os livros e cabe à escola mobilizar esse interesse e hábito, apresentando a ela os diversos gêneros literários (poesias, contos, narrativas...) e as funções da leitura e escrita (bilhete, carta, jornal, receita...). “Ao ouvir o conto, a fábula, a poesia, ela vai adquirindo seu próprio jeito de escrever. É comum ouvirmos dizer ‘quem lê mais escreve mais’; portanto, é a leitura que favorece a escrita e não o contrário”, diz Cláudia.
Mas como garantir o hábito e o prazer da leitura? Para nossa entrevistada, a resposta correta é ler, ler e ler sempre. Para isso, valem algumas dicas: “a criança pode levar um livro para ler com os pais no fim de semana e, na segunda-feira, comentar com os colegas; nas idas à biblioteca da escola, ela ouve a professora contar uma história; em casa, deve haver um momento para a leitura em família; a criança pode criar textos para ler com os amigos; criar peças de teatro a partir da leitura... Não perdendo o contato com a leitura, pois ler é descobrir o mundo maravilhoso das palavras e dar asas à imaginação; é uma tarefa de professores, pais, avós, tios, primos, irmãos... A leitura é de todos para todos”.
Gostei da postagem, as crianças deve ser incentivadas desde pequena para ter o hábito de ler e ter seus raciocínios lógicos´.
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